quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Dependente de afeto


Viver uma vida a dois satisfatória é maravilhoso, todos investimos num relacionamento saudável. Fazemos planos, decoramos a casa, dividimos tarefas e compromissos, todos os detalhes são pensados e analisados. Assim, iniciamos uma vida em comum com o objetivo de sermos “felizes para sempre.”
O tempo passa e aquela felicidade tão almejada vai dando lugar a tristeza e insatisfação. O que aconteceu? Culpar o outro não nos livra da responsabilidade do fracasso dos nossos sonhos,  nos colocar na posição de vítima  tende a nos afundar cada vez mais na tristeza dos sonhos desfeitos.
Aceitar que cada um leva para relação bagagens diferentes que vem da nossa história de vida é  importante para transformarmos nossas dores e seguirmos nossa caminhada com alegria e prazer.
Ter uma visão objetiva de nosso comportamento, seja através de um processo introspectivo ou mesmo terapêutico abrirá nosso compreensão do quanto dependemos  do outro para suprir carências que trazemos de nossos primeiros contatos. Situações de rejeição ou abandono na infância evolui para baixa auto-estima, medo, insegurança, falta de amor próprio que irá levar o indivíduo a buscar, inconscientemente,  relacionamentos compensatórios.
 Buscar no outro aquilo que nos foi negado, só nos transforma em marionetes,  pois abrimos mão da nossa essência, para ser aquilo  que o outro espera que sejamos, nosso mundo passa a ser o mundo do outro, nossos prazeres, desejos, ficam atrelados as necessidades do outro e nunca as nossas. Vamos ficando cada vez mais enfraquecidos, onde lutar pela nossa vida fica cada vez mais distante.
Precisamos estar dispostos a encarar a situação e escolher o que queremos para nossa vida, viver na dependência do outro, ou segurar o leme e seguir nosso próprio caminho? A escolha é nossa. Pense nisso.
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