quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Natal, Ano Novo e Emoções


Alguém já parou para pensar quantas emoções são vividas no curto espaço de tempo entre o natal e o ano novo? É o estresse das compras, da roupa nova, da viagem pra rever aqueles que amamos. É a saudade daqueles que já não se encontram mais presentes. São as frustrações dos objetivos não realizados ao longo do ano que se finda. Além de contas e despesas que insistimos para caber dentro do décimo terceiro que se esvai pelos nossos dedos.
Entre rabanadas, panetones e champanhe vamos nos distanciando dos nossos problemas, quem sabe em 2015 eles serão todos resolvidos como num passe de mágica. No meio de tanta euforia o que queremos mesmo é curtir a companhia dos familiares, dos amigos, é bater aquele papo gostoso, e cair de cara nas guloseimas. Apenas sete dias, viver nesse clima por uma semana é muita adrenalina. Mas há a esperança de sobrevivermos e sobrevivemos. Em uma semana conseguimos viver com mais intensidade do que em todos os outros dias, restantes do ano. Se você exagerou na ceia ou no champanhe, não tem problema, você se recupera nos trezentos e cinqüenta e oito dias restantes. Todos os conflitos são esquecidos, ou pelo menos teimamos em escondê-los, estamos todos em clima de festa, onde não há lugar para tristezas. Afinal somos seres humanos e merecemos curtir as festas.
Isso é normal, é saudável. Na verdade não aguentaríamos viver trezentos e sessenta e cinco dias ininterruptos sem um descanso para “chutar para o alto” tudo aquilo que nos incomoda, então vamos lá, a festa é de todos. Vamos aproveitar com responsabilidade e alegria. Dia dois de janeiro, recomeçamos. Aí sim, vamos pegar o leme de nossa vida, rever o que não está dando certo. Fazer planos que possamos cumprir.
Entender que as metas do ano novo precisam estar encaixadas na nossa realidade é premissa necessária para o funcionamento perfeito de nossas vidas. Nada de criar objetivos mirabolantes, vamos priorizar as nossas reais necessidades. Mãos a obra, caneta e papel. Primeiro, vamos pensar o quanto de tempo dedicamos a nós, a nossa família. Depois vamos pensar nos trabalhos, estudos, emprego. Quem sabe, o nosso cantinho está precisando de reformas, e assim vamos criando objetivos possíveis de alcançarmos e no final teremos a recompensa por saber que damos conta de tudo que planejamos, em vez de criarmos expectativas longe do nosso alcance.
Se queremos um maravilhoso 2015, precisamos mudar agora, é nesse instante que vamos criando a vida que queremos viver amanhã. Programe-se já, crie suas metas nesse momento. Mas lembre-se a responsabilidade pela sua vida é somente sua. Pense nisso, Boas Festas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Dependente de afeto


Viver uma vida a dois satisfatória é maravilhoso, todos investimos num relacionamento saudável. Fazemos planos, decoramos a casa, dividimos tarefas e compromissos, todos os detalhes são pensados e analisados. Assim, iniciamos uma vida em comum com o objetivo de sermos “felizes para sempre.”
O tempo passa e aquela felicidade tão almejada vai dando lugar a tristeza e insatisfação. O que aconteceu? Culpar o outro não nos livra da responsabilidade do fracasso dos nossos sonhos,  nos colocar na posição de vítima  tende a nos afundar cada vez mais na tristeza dos sonhos desfeitos.
Aceitar que cada um leva para relação bagagens diferentes que vem da nossa história de vida é  importante para transformarmos nossas dores e seguirmos nossa caminhada com alegria e prazer.
Ter uma visão objetiva de nosso comportamento, seja através de um processo introspectivo ou mesmo terapêutico abrirá nosso compreensão do quanto dependemos  do outro para suprir carências que trazemos de nossos primeiros contatos. Situações de rejeição ou abandono na infância evolui para baixa auto-estima, medo, insegurança, falta de amor próprio que irá levar o indivíduo a buscar, inconscientemente,  relacionamentos compensatórios.
 Buscar no outro aquilo que nos foi negado, só nos transforma em marionetes,  pois abrimos mão da nossa essência, para ser aquilo  que o outro espera que sejamos, nosso mundo passa a ser o mundo do outro, nossos prazeres, desejos, ficam atrelados as necessidades do outro e nunca as nossas. Vamos ficando cada vez mais enfraquecidos, onde lutar pela nossa vida fica cada vez mais distante.
Precisamos estar dispostos a encarar a situação e escolher o que queremos para nossa vida, viver na dependência do outro, ou segurar o leme e seguir nosso próprio caminho? A escolha é nossa. Pense nisso.
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